sexta-feira, 12 de julho de 2013

Gestão da Qualidade e Qualidade da Gestão


Gestão da Qualidade
e
Qualidade da Gestão

 

A educação está em pauta e está nas ruas. A sociedade estudantil tem ido às ruas para cobrar um novo modelo educacional e político, uma política de educação, com maiores recursos financeiros e estruturais. Quando o país não vai bem, passa a ser a educação culpada de todos os erros e atropelos, o foco do problema está nas causas e nas faltas. Falta de investimento em estruturas e falta atualização dos professores, estruturas físicas e organizacionais. Começam as buscas de erros e acertos com a intenção de aprumar os rumos e descobrir um novo norteamento. Quem sabe uma mudança de paradigma. Afinar os motores do desenvolvimento, o estruturado fornecendo condições estruturantes.

O pensamento atual é cartesiano. A visão cartesiana exclui o mundo, define rumos e metas baseando-se em gráficos e números, e o mundo é exercido por pessoas, por atores sociais. Descartes intuiu e deduziu que pensava, mas não identificou o que pensava, se alguém pensa, logo pensa em alguém ou em alguma coisa, em algo, em um objetivo. Pensadores do segmento de gestão de pessoas (RH) vão mudando suas visões e teorias. Controles de pessoas e de recursos humanos vão se humanizando mais, definindo os colaboradores agora como pessoas e grupos lideráveis.

Um público seleto e otimista reuniu-se em um hotel da cidade de Natal/RN (08/07/13), para discutir e ouvir assuntos pertinentes à educação básica e profissional para o desenvolvimento do RN. O evento aconteceu em Praiamar Natal Hotel & Convention, onde autoridades e especialistas debateram pontos fortes e pontos fracos do tema central. As forças (Strenghts) e as fraquezas (Weaknesses), buscando e destacando as saídas e as opções, as oportunidades (Opportunities) e as ameaças (Threats), para o desenvolvimento do estado do RN. O evento aconteceu com uma linguagem simples e adequada ao público, evitando modismos e americanismos da gestão e da administração. Estiveram presentes representantes da esfera federal, estadual e municipal, exibindo planos e novos planos da educação superior e educação profissionalizante de segundo grau. Foi a oportunidade de dirigentes, coordenadores e professores ouvirem e discutirem entre si e com aqueles que representam os ambientes das salas de aulas.

O ponto culminante do evento foi a aula/palestra de Gabriel Chalita, personagem com um currículo de professor, escritor, advogado, jurista e Deputado, coberta pelo tema “Gestão e qualidade da educação básica”.

Em uma época que ganhos eram produzidos pela manutenção de dinheiro em bancos e aplicações financeiras a economia já foi criticada pelo uso da linguagem do economês que só os peritos na matéria compreendem. Hoje está no pódio a administração e a gestão da qualidade que se utilizam de nomenclaturas importadas causando um não entendimento a quem não pertence e não tem conhecimento da área e da causa. E qualidade começa dentro de casa, qualidade de vida e de alimentação.

O Brasil é um país originalmente descoberto e colonizado pela realeza europeia peninsular. Um país de dimensões continentais, mas ainda não perdeu sua posição de colônia perante o mundo, o modelo e a condição de dependência ainda estão no sangue do brasileiro. O modelo e a posição de dependente ficaram encravados, imbuídos na cultura. Viveu, vivemos de modelos tayloristas, fayolistas e fordistas. Nas faculdades, disciplinas da teoria da administração começam a partir da Revolução Industrial. Onde sequer é citado nomes brasileiros empreendedores como o Barão de Mauá que implantou a primeira estrada de ferro brasileira. O mundo voa em Boeings e Airbus, aviões americanos e europeus, mal nos lembramos de que o primeiro homem a voar com um mais pesado que o ar foi um brasileiro, que ainda jovem dirigia o carro da família e despertava interesses em assuntos aeronáuticos.

Como um dos exemplos em sua explanação, Gabriel Chalita em sua palestra citou o escritor Machado de Assis que de origem pobre ouvia histórias que sua mãe adotiva contava antes de dormir, histórias interrompidas pela narradora para que o fim pudesse ser contado no dia seguinte. As histórias ouvidas sem um fim proporcionaram a Machado de Assis imaginar uma diversidade de encerramentos e finalizações, proporcionando um ganho de imaginação e conhecimento, podendo imaginar diversos desfechos, que seriam desvendados no dia seguinte sem contudo, causar um ponto desmotivador por não ter idealizado o que realmente aconteceu, mas aumentou a gama de soluções a outras situações. Chalita ainda fez comentários sobre a obra e as ideias educacionais de Anísio Teixeira copiado pelo Chile e Paulo Freire adotado nos EUA, brasileiros desprezados por brasileiros, adotados por estrangeiros.

Ainda Chalita. Ele fez comentário interessante sobre um mestrando ou doutorando ser arguido pela sua banca de defesa e não ter uma resposta de imediato como pudessem desejar alguns membros da banca. Chalita entende que um mestrando ou doutorando que tenha estudado determinado assunto por um período de dois a quatro anos tenha um conhecimento profundo do determinado assunto muito maior do que a banca e que não possa, e não deva, ser duvidado de sua sabedoria por algum membro da banca de avaliação. Baseando-se na opinião de Chalita podemos transpor a ideia a um curso de graduação, onde o professor tem dois meses para preparar uma prova (com avaliações bimestrais), podendo consultar provas anteriores, anotações e livros, ao passo que um aluno só terá uma hora para responder a mesma prova sem direito a consulta. E ainda devera responder tal qual o professor ensinou. Não devendo, por exemplo, responder em uma prova que um dividido por dois é igual a seno de 30 ou que dois mais dois é igual a raiz quadrada de dezesseis. Há professores que não compreendem que seis é igual a meia dúzia. Hoje já não se aprende em uma faculdade, decora-se o que o professor falou.

As opiniões de Chalita remetem ao pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu que escreveu um livro e disse que o mesmo era um livro para ser queimado (Homo academicus. 1984,1992 em Paris e 2011 em Florianópolis). Um livro expondo sua opinião sobre professores universitários que disputam títulos entre si para não perder suas posições, colocando obstáculos de informação e conhecimento para que outros não cheguem a seu lado para disputar uma cadeira ou posição. Distinguem-se hoje entre si, os professores, por portadores de títulos de especialistas, mestres e doutores. Um fato muito comum, podemos observar em seminários e congressos onde a cada apresentação oral o palestrante é apresentado com base em títulos adquiridos aqui e acolá, dando-se maior ênfase a títulos adquiridos em universidades e instituições estrangeiras. Uma nova classe vem surgindo e se posicionando recentemente no meio acadêmico, a de pós-doutores. Criando assim os mais uma classe de destaques, os símbolos do conhecimento específico.

Chalita demonstrou no evento e vem demonstrando em seus livros que é uma pessoa de conhecimento jurídico, ético, didático e religioso. Embora deva usar seus cientificismos cartesianos em seus trabalhos e suas tarefas, não esconde um olhar religioso em seus escritos. Aproveitando o gancho criado e deixado por Chalita vale lembrar aqui que a Igreja Católica divide os anos em três classes, anos A, anos B, e anos C. O ano de 2013 é um Ano C, consequentemente o ano de 2014 será Ano A, ou seja, um reinício, uma chance de renovar e recomeçar. As manifestações nas ruas já parecem demonstrar isto, algo vai mudar este ano (2013) e provavelmente algo vai recomeçar no próximo ano (2014). Que seja para melhor, com certeza será com os objetivos de Deus ou do Maestro oculto como diria Bourdieu. Tem um momento que a sociologia e a história não podem prever o próximo passo da sociedade, mas o mundo seguirá aos objetivos do Maestro oculto.

Hoje importamos modelos de gestão da qualidade (GQ), Quality Management, com conceitos americanos e americanizados, uma epidemia de certificações ISOs, invade nossas vidas e nossos comportamentos. Conceitos e modelos que buscam a Total Quality Management, a gestão da qualidade total (GQT), dos processos administrativos, comerciais e industriais, com as denominadas poderosas ferramentas de GQ.

O “Sistema S” vai construindo e formando os novos personagens de um novo feudalismo. Empreendedores, microempresários e empresas individuais, são os novos artesãos. A informática permite a realização de tarefas a distancia, em escritórios remotos.  

Modelos estrangeiros importados, que mesmo traduzindo suas palavras, não entram no vocabulário nacional, não são assimiladas e nem utilizadas no dia a dia, dá-se preferência ao estrangeirismo. Análise da matriz SWOT [1], ninguém diz que é uma análise da matriz FOFA [2], considerando fatores internos (que podem ser controlados) e fatores externos (que não podem ser controlados). FOFAs internas e externas, mas dá mais ênfase verbalizar dizer que fez uma análise SWOT. Um especialista tem que demonstrar seu capital de conhecimento, um capital adquirido e reconhecido por uma comunidade empresarial ou científica.

[1] SWOT - Origina-se das palavras inglesas: Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças).

[1] FOFA - Iniciais das palavras: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças
 
O ensino a informação e o conhecimento são as bases do saber. Um bom ensino gera bons conhecimentos. Novos conhecimentos geram novos ensinos. O ser humano nasceu para aprender, não importando os meios. O estudo da psicologia já mostrou que acriança aprende por meios orais e anais. Aprende a perceber o mundo exterior a partir de suas sensações. O homem primitivo aprendeu com o ambiente a sua volta, observado e experimentando, analisando os resultados, os resultados daquilo que ingeriu. Os antigos aprenderam as funções das plantas pelos usos e abusos.

O momento político é propício, o momento astral também, ao desenvolvimento de um pensamento nacionalista e regional de gestão da qualidade. Sugiro o modelo denominado MIRNA (Modelos de Intenções e Realizações Norteadas por/pelas Ações). Uma ferramenta mestra e padrão que possa atender necessidades pessoais e particulares, bem como as necessidades comerciais e industriais.

O modelo MIRNA, um modelo que para desenvolver tarefas como: melhorar, identificar, restabelecer, nortear, e administrar. As Atividades: de metas, de índices, de recordes, de normas, e de atividades. MIRNA, modelos que identificam resultados ou resoluções nunca avistadas.

Antes de tomar uma decisão se faz necessário cercar-se de certezas e informações para ter mais propriedades e conhecimento para tomar a decisão acertada com menor risco de erro. Um roteiro de tomada de decisões é como um totem ou um altar onde podemos buscar orientações buscando a direção, o caminho a ser tomado.

As chamadas ferramentas de Gestão da Qualidade (GQ), tal como as estratégias de novos comportamentos em Programação Neurolinguística (PNL), estão baseadas em ações e procedimentos formadas por um conjunto de ações e normalmente denominadas por um conjunto de letras com sonoridade que proporcionem facilidade a compreensão, memorização da sequencia, e realização das tarefas.

Um novo modelo profissional vem surgindo, o Coaching, também importado. Um modelo americano com raízes na Grécia antiga. Um modelo baseado em PNL conhecimento e informação. É a vênia com o chapéu alheio, mas o mundo tem rumos ainda não compreendidos, só o tempo dirá, e terá respostas de uma nova mudança.  

A palavra MIRNA tem cinco letras, tem sonoridade, e a mesma quantidade de dedos que possuímos em uma mão dando condições e permitindo uma facilidade da contagem dos passos do processo. Tal como um dia provavelmente alguém ao contar ou vender a sua produção de milho.

Não tendo acesso ao conhecimento, desconhecendo o uso dos números por não saber contar, alguém juntou montes de milho com a quantidade de espigas equivalente aos dedos das mãos, dez. Pode ter feito um lote sobrepondo espigas com linhas de quatro, de três, de duas e de uma, em forma de pirâmide. Hoje ainda é comum usar o termo uma mão de milho que corresponde a cinquenta espigas, ou seja, os cinco dedos de uma mão que correspondem a cinco lotes de dez, totalizando cinquenta. Mesmo sem conhecer números ou letras alguém em algum momento utilizou o sistema numérico com base dez, usado até hoje. O conhecimento parte da prática, enquanto a academia teoriza com a justificativa do cientificismo.

Uma tarefa ou reunião já pode começar com um modelo MIRNA: Marcar, Informar, Reunir, Nortear e Atingir/alcançar. Marcar a data com antecedência; informar a pauta da reunião; reunir as pessoas certas; nortear o encaminhamento da reunião; atingir ou alcançar os objetivos.

 

 

 

Encaminhado ao Jornal Tribuna do Norte

 
Natal - Parnamirim/RN ─  12/07/2013
 
 
 
Roberto Cardoso
(Maracajá)
 
 
Cientista Social
Jornalista Científico
Reiki Master & Karuna Reiki Master
 
Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)
 
 
No período de  julho/2013 a outubro/2013 estarei concorrendo ao PREMIO DESTAQUES DO MERCADO na categoria Colunista em Informática da publicação mensal Informática em Revista.
 
 
A votação poderá ser feita usando um e-mail por mês.
Após a votação espere o retorno do e-mail para validação do voto.
Só após a validação é que o voto é computado
 

 




[1] SWOT - Origina-se das palavras inglesas: Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças).
[2] FOFA - Iniciais das palavras: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PREMIO INFORMATICA 2013


PREMIO INFORMATICA 2013

Roberto Cardoso

 

As votações já começaram e estou candidato na categoria "Colunista de Informática"

Vote no Prêmio Informática 2013 a partir de hoje. São 20 categorias. Acesse http://www.informaticaemrevista.com.br/premiacao.php

 

INFORMATICA PRIZE 2013

Roberto Cardoso

 

Voting has already begun and I am a candidate in the category "Computer Columnist"
Vote in Computing Award 2013 from today. There are 20 categories. Log in


 

INFORMATICA PREMIO 2013

Roberto Cardoso

 

La votación ya ha comenzado y yo soy un candidato en la categoría "Columnista Computer"
Voto en el Premio Computing 2013 a partir de hoy. Hay 20 categorías. iniciar la sesión

 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ônibus do futuro e o futuro do ônibus


Considerações do ônibus do futuro para o futuro e o futuro do ônibus.

 

Greves de ônibus, de cobradores, de fiscais e de motoristas, de sindicato dos rodoviários. Protestos de estudantes, e da população.  Protestos de uns e revolta de outros, críticas de mais alguns, incompreensão de mais outros tantos.

Aumento de passagem, redução de tarifa, isenção de impostos, renuncia fiscal, cobrança de custos e apresentação de planilhas. Problemas, incertezas e dúvidas, cálculos, recálculos e insatisfações. Dissídios coletivos das classes trabalhadoras e aumento do combustível, todas as variáveis se influenciam umas as outras e retorna-se ao ponto zero, ao ponto das negociações.

Dificuldades no transito e no transporte publico. Excesso de carros transitando e carência de ônibus nas ruas em horários de pico e no retorno do trabalho para casa. Ninguém circula de madrugada com tranquilidade, muito menos com facilidade, são grandes as dificuldades. E a cidade de Natal/RN com tantas universidades, tantas faculdades, tantos cursos técnicos e tantas escolas.

Com tantas tecnologias, com tantos cursos e recursos tecnológicos, com tantos estudantes precisando colocar em pratica suas ideias e conhecimentos, com tantos professores e mais tantos consultores e outros tantos pesquisadores. Tem foguetes para ir ao espaço, mas não há ônibus para chegar ao foguete. Como disse Rubem Berta, presidente da Varig (1959), precisamos de condução para chegar ao aeroporto, porque o avião já está no aeroporto e não adianta aumentar a sua velocidade..

E com tantas possibilidades de solicitar e receber, em obter e conseguir recursos junto a governos estadual e federal, junto a fomentadores e incentivadoras da pesquisa, para financiamento de projetos e ideias. Com tantas incubadoras aguardando ideias novas, para testar, pesquisar e implantar.

A cidade tem e teria as condições reais e necessárias para montar e de montar, idealizar e criar um ônibus automatizado e computadorizado, capaz de avaliar os cursos e os percursos. As relações entre distancias percorridas, km a km, km por km e, contando passageiro por passageiro transportado. Custos de combustíveis por trechos e horários diferenciados.

O ônibus futurista serviria para montar, remontar e desmontar rotas. Para calcular planilhas de custo das atuais linhas existentes, bem como oferecer serviços de consultoria a outros municípios e a outras empresas onde elas estivessem. Alem de testar novas linhas que antecipadamente poder-se-ia saber os custos antecipadamente e prioritariamente de uma linha antes da licitação. De posse de todas as informações de determinada linha e/ou percurso cada prefeitura teria condições de saber o custo-benefício e oferecer ao empresariado de transporte, e este condições de saber o custo e o retorno financeiro da linha.

Um ônibus confortável, climatizado, arrodiando e arrudiando, dobrando e rebolando em cada esquina, percorrendo as ruas de Natal em horários diversos e situações adversas, com catracas na porta de entrada e na porta de saída, com a intenção de calcular volume de passageiros que entram e que saem em trechos percorridos.

Um ônibus dotado de uma tripulação com motorista, cobrador e auxiliar para atuar como informante do que acontece em cada viagem além de pesquisar e oferecer ajuda e ainda coletar informações, reclamações e sugestões de usuários.

Uma ideia a ser sugestionada e direcionada a montadoras de carrocerias de ônibus, onde estas estariam testando junto aos passageiros e condutores as condições ergométricas e conforto de cada um, passageiros portadores ou não de necessidades especiais, cobradores portadores ou não de necessidades especiais. Riscos e a saúde do trabalhador.

Se a cidade e o estado estão na ponta do continente, também é preciso ter tecnologia de ponta e ideias que avancem adentro. Gestão de transportes é gestão da qualidade, gestão de recursos, gestão de qualidade de vida para usuários e rodoviários.

 

Considerações do ônibus do futuro para o futuro e o futuro do ônibus.

 

 

BLOG

 
Natal - Parnamirim/RN ─  06/06/2013
 
 
 
Roberto Cardoso
(Maracajá)
 
 
Cientista Social
Jornalista Científico
 
Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)

 

domingo, 19 de maio de 2013

Nova Era de Leviticos


Jovens de jeans.
Levi, Leviticos e Lévi-Strauss.

 

As três principais formações universitárias desde o início da implantação de faculdades, sempre foram medicina, engenharia e direito. A partir da popularização do conhecimento com maior oportunidade de acesso às faculdades, com um maior aporte de alunos, passaram a ter os maiores índices da relação candidato/vaga e sempre foram sustentadas por elites que queriam ver filhos formados, conquistando títulos e prestígios de doutores, estudando nas melhores faculdades do Brasil ou do exterior.

A engenharia foi segmentada em diversas engenharias e a medicina foi fracionada em varias especialidades, um processo da visão cartesiana, do ser e do ambiente em que vive. Medicina ainda é um curso superior de elite, com a necessidade de alto investimento em cursos, livros e tempo. Hoje o curso de direito ainda desponta como um dos líderes na relação candidato/vaga e relação faculdades/cursos. O grande número de pessoas cursando e se formando, provocou a necessidade da entidade de classe criar uma prova de habilitação, separando os melhores dentre os diplomados, habilitando-os ao exercício da profissão. Inúmeros cidadãos fazem o curso simplesmente para atualizar conhecimentos e saber mais sobre direitos e deveres do cidadão, uma estratégia de defesa diante um mundo denominado civilizado, com regras, poderes e deveres. Para alguns, um curso de primeira opção no vestibular e para outros, um segundo curso para depois de formados, e até mesmo aposentados.

A Grande Natal/RN é formada basicamente e principalmente por aposentados e funcionários públicos que já tem uma vida regulada e programada, com a certeza de um emprego e um salário garantido, pessoas que não arriscam sair de uma zona de conforto e prazer. Muitos jovens são filhos e netos de antigos professores, aprendendo desde cedo conceitos de liberdade, direitos e conhecimentos diversos. Desde cedo já estão em contato com o pensador Lèvi-Strauss (1908-2009)

Estudantes natalenses foram às ruas reivindicar o recuo da decisão de aumento da tarifa no transporte coletivo, bem como uma melhoria no serviço atual, um serviço utilizado e avaliado pela classe estudantil no dia a dia. Foram impedidos de se manifestar a ferro e a fogo, com cenas e atos lembrando os anos de 1960 durante o regime militar, quando estudantes ocupavam as ruas pela democracia. Ontem e hoje foram adjetivados e dispersados das mesmas formas.

Ações e objetos precisam ser constantemente substituídos provocando uma mudança energética no local e evitando que os hábitos enfraqueçam os estímulos, é a distonia que determina os avanços de uma sociedade. Os jovens tem a coragem de se expor, impor e reivindicar, o que acham certo, e em defesa dos seus direitos, desde os tempos de Levi. Atitudes que assalariados não podem fazer por medo de uma repressão empresarial e aposentados e funcionários públicos, não o fazem por já ter suas vidas regradas e planejadas. Como diria o poeta soteropolitano: estão alegres e satisfeitos, possuem um Corcel 73, e esperando a morte chegar.

O mundo hoje pertence a geração TI, um mundo que se transforma com informação, conhecimento e intelectualidade, atributos do pós humano, em busca de alvos e novas metas. O homo erectus evoluiu para homo sapiens e agora saltou para o homo academicus.

As redes sociais são um novo instrumento de comunicação e convocação, quem não está conectado não está linkado com os acontecimentos. Nas ruas o confronto de uma práxis física com uma práxis intelectual de uma hermenêutica inalcançável pelo poder publico. Muitos jovens passam mais de doze horas por dia conectado a internet, obtendo informação e conhecimento, conseguindo articulação e engajamento.

O Código Civil Brasileiro foi alterado recentemente, já é permitida a união pelo matrimonio em relação homo afetiva. A maioridade penal vem sendo discutida. Há um incentivo enorme para legalização de empresas individuais com valorização do empreendedorismo. Novas leis vão sendo instituídas em um mundo que tende a não ter mais fronteiras. Depois de bolsas de estudo acrescentam-se, bolsa família, bolsa prostituta, bolsa presidiária, etc.. A língua portuguesa unifica-se entre os países lusófonos. Médicos cubanos podem ser “importados” tudo tende a uma homogeneização da sociedade e do globo terrestre. O direito está nas bocas, nas ruas e na mente.

As leis dos principais países que pensam o direito antes do hemisfério sul estão chegando e desembarcando antes mesmo do aeroporto ser inaugurado (São Gonçalo do Amarante/RN). Primeiro a gênese da criação e transformação, depois as leis e em seguida chegaram os números. De imigrantes, de importações e exportações.

Produtos líquidos embalados em caixinhas, uma tecnologia de envase importada, vêm apresentando modificações e acréscimos em seus conteúdos, com substancias toxicas, cancerígenas, de aparências estranhas. Uma legislação especifica vai precisar ser feita nos produtos da classe jovem.

Em caso de guerra um país convoca os jovens para ir á frente de batalha, já que o jovem tem a garra de defender seu pais, seu grupo e suas ideias. O jovem no caso de Natal/RN, teve a coragem de colocar sua cara e seu corpo diante da força policial, defendendo suas ideias e o direito de todos. O direito de ir e vir em um transporte digno. O transporte público é uma concessão á classe empresarial, que dever oferecer um atendimento satisfatório à população, atendendo a cálculos e estudos de demanda de determinada linha com trajeto estudado, trafegando em determinados horários, evitando o over book e redução de frota com a intenção de alcançar maiores lucros e redução de despesas.

Aumento de passagem também é impedimento de ir e vir. Cabem aos números e estatísticas separar vândalos de estudantes com calças Lewis, cidadãos que estudem Lévi-Strauss ou no livro de Leviticos. Não os classificando em apenas uma categoria, dispersando pontos nos gráficos e nas ruas, para que não se divulgue números de mortos e feridos.

 

Jornal de HOJE

 
Parnamirim-Natal/RN ─ 19/05/2013
 
 
 
Roberto Cardoso
(Maracajá)
 
 
Cientista Social
Jornalista Científico
 
Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Portais e paradigmas (1)


Portais e paradigmas da educação e da informação

1ª Parte

 




A cidade de Natal/RN sediou um simpósio internacional sobre educação (24 a 26 de abril de 2013), tendo como tema os estudos e conceitos de Pierre Bourdieu, sociólogo frances (1930 - 2002). Um dos mais renomados e respeitados sociólogos dos últimos tempos.

O evento internacional aconteceu na Universidade Federal ─ UFRN, no auditório da Reitoria e contou com a presença de palestrantes, organizadores e ouvintes brasileiros, avec de France e de La Argentina, promovendo um encontro com uma diversidade de povos e com uma universalidade dos conhecimentos. Cada palestrante explanou resultados e observações a partir de uso das teorias e dos conhecimentos bourdiesianos. Em uma situação específica de um projeto de pesquisa particular, em um espaço geográfico delimitado e em um tempo determinado, as condições entendidas como científicas para realização de estudos e pesquisas.

É fato que a internet socializa o conhecimento. Mas as instituições públicas e privadas também tem esta responsabilidade, é a nova ordem social difundida e defendida pelas sociedades científicas e instituições de fomento á pesquisa. A popularização do conhecimento e informação que deixam de circular apenas em círculos e periódicos científicos, para circular também em veículos de mídias de maior alcance popular.

Faculdades, universidades e centros educacionais são estruturas estruturadas e estruturantes que colaboram não somente com a formação de alunos, mas também levando o conhecimento e ações ás comunidades próximas realisando atividades de extensão universitária. Não só a montanha vai a Maomé como Maomé vai à montanha também.

No ano de 2013 também já ficou o marco da comemoração do acontecimento pedagógico e educacional em Angicos/RN, a experiência de implantação do Método Paulo Freire. Quando foram alfabetizados em 45 dias, 300 trabalhadores com seu método, em quarenta horas de aula.  Freire, um defensor de uma educação crítica, respeitando a cultura, a história e a sociedade do educando, com uma postura vigilante evitando praticas de discriminatórias e bullying.  Bourdieu entende que o aluno entra no processo escolar com um conhecimento anteriormente adquirido, um capital intelectual adquirido por vivencias e convivências.

Já no ano de 2012, também a UFRN, discutiu a acessibilidade em um congresso estadual e uma jornada interna. A acessibilidade de alunos na universidade para não só aos portadores de dificuldades de locomoção, mas também com dificuldades de inserção intelectual e conhecimento (Trilogias da Gestão da Qualidade, JH em 24/09/12).

Depois de tantas ações educacionais de inclusão e exclusão, o RN disputa os últimos lugares entre os estados brasileiros em taxa de alfabetização. Os melhores índices, menores taxas de analfabetos, estão em Natal e Parnamirim (Tribuna do Norte, maio/2013).

Natal/RN vem vivenciando um boom no mercado imobiliário e no mercado educacional, mas vem passando dificuldades, nas acessibilidades, no transito e no mercado da educação, com concorrências mercadológicas, desesperos e atropelos no transito e nas faculdades.
Qualidade no atendimento e responsabilidade civil

Outros eventos de cunho pedagógico e educacional traçando e desenvolvendo métodos, técnicas e estratégias estão por vir. O IFRN – Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do RN vai sediar alguns (mai/jun 2013).

 
Paulo Freire e Pierre Bourdieu são apenas dois paradigmas a serem estudados e respeitados. Neste momento de início de século surgiram e surgem novas perspectivas de informação com a globalização, e o mundo vai aos poucos se tornando um só.

O aluno de hoje está capitalizado de conhecimento e argumento. As tecnologias de informação já estão em suas mãos antes de se inscrever nos vestibulares. E dentro de sala equipado com minicomputadores tem acesso a uma gama enorme de conhecimentos, que o professor precisará saber e reconhecer de antemão se são fontes confiáveis, as pesquisadas na internet, feitas pelo aluno. Caso contrário poderá ficar em má situação diante da turma.

Portais são símbolos e locais de passagem de uma dimensão a outra. De um mundo visível para o invisível, daquilo que enxergamos a outras situações que passamos a enxergar mais. Uma passagem do mundo que vemos e vivemos a um mundo do imaginável que ainda não vivemos nem enxergamos. Uma transposição do profano para o sagrado, do admissível ao inadmissível, do incompreensível ao compreensível. Portais nos levam a outra dimensão, seja uma dimensão desconhecida ou a uma nova dimensão do conhecimento.

O grande desafio lançado aos coordenadores, professores e gestores de todas as áreas de educação é para alcançar o ritmo proporcionado pelas tecnologias da informação colocando o conhecimento e a informação ao mesmo tempo ao alcance dos olhos e das mãos de cada um.

A informação está á disposição de todos. Bastando que se tenha um computador e ponto de acesso à internet. O computador não discrimina quem o use, a internet não impede a entrada, basta saber alguns comandos simples, não importando ser inspetor ou servente, aluno ou atendente, professor ou coordenador. Não importa ser, diretor, mestre, doutor ou acionista majoritário. O conhecimento está ao alcance das mãos e na altura dos olhos.

Durante a época do auge do radio e da TV, quando bastava ligar o aparelho à corrente elétrica, para ouvir ou assistir noticiários e telejornais era comum o uso da gíria que dizia ser necessário “estar ligado”. Na era das antenas parabólicas e transmissões via satélite a gíria passou a ser estar “antenado” com os acontecimentos. Com o computador e internet a gíria evoluiu para estar “conectado”. Agora é necessário estar “linkado”. E ficamos aguardando o próximo momento tecnológico vinculado a uma nova gíria, porque hoje o mundo já está na palma da mão.

Os portais do conhecimento estão abertos, a internet é uma realidade. Mas quem não sabe o que procura, não saberá entender o que encontra.

Blog di Gestão da Qualidade


Parte II

 
Parnamirim/RN -  13/05/2013
 
 
 
Roberto Cardoso
(Maracajá)
 
 
Cientista Social
Jornalista Científico
Técnico em Meteorologia
Reiki Master e Karuna Reiki Master
 
Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)

 

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PORTO DE NATAL/RN


CONSIDERAÇÕES SOBRE O PORTO DE NATAL/RN



Localizado na margem direita do Rio Potengi na Cidade do Natal/RN. É o porto brasileiro mais perto do continente europeu, o que não lhe dá nenhuma vantagem sobre outros portos, que são melhores equipados e com demanda maior de mercadorias, de importação e exportação.




A criação, a expansão e as melhorias, de um porto marítimo ou fluvial, e até mesmo lacustre, não podem ser feitas por decisão governamental ou administrativa do poder público. Não se trata de um processo decisório administrativo, governamental. Uma decisão em uma sala de escritório, ou em um gabinete parlamentar. Muitas são as variáveis a serem avaliadas e consultadas ("Aproando-e-aproniando.html,", JH em 08/11/12).
Diversos fatores implicam na decisão de um navio ou uma empresa de navegação destinar seus navios a um determinado porto. A começar pela carga embarcada, a origem, a procedência e o destino do navio. Os tripulantes do navio.
Outros fatores. Localização do porto, movimentação do mar, níveis de marés. Rebocadores para manobras, uma exigência da Capitania dos Portos quanto a quantidade de rebocadores em função do tamanho do navio, independente do navio ter sistemas de propulsão na vante lateral. Práticos disponíveis para entrada e saída dos navios. Taxas portuárias. Quantidade de trabalhadores na execução dos serviços. Diversidade de especialidades dos trabalhadores na carga e serviços de atracação e desatracação da embarcação. Disponibilidade de caminhões e carretas para entrada e saída de mercadorias do porto. Facilidades aos trabalhadores, como vestiário com banheiros, e facilidade de alimentação.
Presença e instalações de agencias marítimas. Empresas de estiva, sindicato de estiva, sindicato de arrumadores, consertadores e conferentes. Sociedades classificadoras, Clubes de P&I (proteção e indenização), e outras necessidades de acompanhamento nos serviços solicitados. Reposição de peças e serviços de reparos, na embarcação e nos seus equipamentos.
Compatibilidade da carga embarcada com a carga a ser embarcada. Ou da carga a ser embarcada com a carga que desembarcou. As tarefas de carga e descarga de um navio, como a atracação e desatracação um navio, demandam uma enormidade de pessoas com uma infinidade de especialidades.
A oferta de mercadorias a serem embarcadas ou desembarcadas. O tipo de negociação de frete das mercadorias embarcadas ou desembarcadas. O tamanho do navio e a capacidade do porto em receber o navio, horário de funcionamento portuário, profundidade do canal de acesso, baía de evolução. Equipamentos de carga/descarga, pessoal especializado ao manuseio das mercadorias, área de estocagem das mercadorias. Tempo de trabalho quando atracado dependendo do volume desembarcado e volume a embarcar. Especialização do pessoal de terra. Representação de P&I.
Serviços diversos a serem oferecidos aos navios de acordo com as suas necessidades. Água, víveres e combustível, acompanhamento de carregamento e outras atividades com Marine Survey. É um trabalho de logística complicada, com atividades minuciosas calculadas, e sujeitas á imprevistos. Na própria logística ou de razões oceanográficas, climatológicas e meteorológicas, e até políticas, competentes ao direito internacional e á saúde pública.
Natal/RN

04/01/13
Roberto Cardoso

(Maracajá)
Artigo publicado:
 Jornal Metropolitano
Caderno 2, pg. 2
Ed 1 a 7 de março 2013 | Parnamirim/RN | Ano XIII | Nº 630



Marine Survey | Técnico em Meteorologia

Cientista Social | Escritor | Jornalista Científico

Produtor Cultural | Agente Cultural | Ativista Cultural

Reiki Master & Karuna Reiki Master

Sócio Efetivo do IHGRN

Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Livros Publicados

Livros Publicados


Voo 934 – Histórias de Rodanrevog

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:58
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/2603–Voo_934

Revista Mandrágora
Capa verde
Book 2604

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:44
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/2604–Revista_Mandragora

Revista Mandrágora
Capa vermelha
Book 1872

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:40
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/1872–Revista_Mandragora

Revista Mandrágora
Capa preta
Book 1853

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:49
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/1853–Revista_Mandragora

V Concurso Maracajá
Ano Internacional da Astronomia
2009

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:119
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/22492–V_Concurso_Maracaja

Concurso Maracajá
Trabalhos Premiados
2008

CARACTERÍSTICAS
Número de páginas:192
Edição:1(2009)
Formato:A5 148×210
Coloração:Preto e branco
Acabamento:Brochura c/ orelha
Tipo de papel:Offset 75g
http://www.clubedeautores.com.br/book/2706–Concurso_Maracaja