terça-feira, 19 de agosto de 2014

Jabutis em árvores (parte 6)



Jabutis em árvores (parte 6)


E tudo termina em pizza. O aluno impulsionado por um sistema controlador e opressor, por fim forma-se, e torna-se um professor. Um novo professor oprimido pelo mesmo sistema, que exige planilhas e relatórios; planos e projetos; relatórios e diários. Atividades em extraclasse que ocupam seu tempo fora de sala, e fora do recinto de trabalho. Alimenta o feed back ensinado em sala. Instituições particulares precisam de alunos, para torna-los professores, que lecionarão para outros novos alunos, com objetivo de torna-los outros novos professores.

O feed back, a retroalimentação do sistema pela ocupação dos assentos escolares e alimentares. Uma universidade tem um compromisso moral com seus inquilinos, os que alugam e ocupam espaços, nas praças de alimentação. Inquilinos que promovem um atendimento com: conhecimento, lazer, e alimentação nos intervalos das aulas.

Alunos formados, diplomados e disciplinados, como professores. Tem escadas para subir e posições para ocupar: visitante, substituto, auxiliar, adjunto e titular; graduados e pós-graduados, mestres, doutores e pós-doutores. Tem como meta chegar às coordenações de disciplinas e coordenações de cursos, onde poderão almejar novos postos administrativos: as direções e coordenações departamentais e setoriais. Assim disputam cargos e agregam valores as suas posições de domínio sobre um grupo. Tudo controlado por reitores e pró-reitores; diretores e gestores organizacionais.

E como tudo acaba em pizza, a cada semestre criam-se novos cursos com as mesmas bases em discos sobre a mesma forma, e mesmo tempo de forno. Antes de ir ao forno a massa descansa para dobrar de volume. Enquanto gestores descansam nas férias pensando, em como dobrar o faturamento na próxima fornada de alunos. 

Com novas coberturas alterando e alternando os ingredientes, criam-se nomes e sabores. A aplicação de queijo cremoso, sobre a pizza agrega sabor e valor. Azeitonas pretas ou verdes conquistam parcelas diferentes de consumidores. Sobre a mesa ou balcão, os consumidores encontram à sua disposição: aromatizantes e acidulantes, com conservantes e corantes, sem custos adicionais, no estilo 0800. Disciplinas obrigatórias ou eletivas oferecem saberes com novos sabores. Seminários e minicursos dão novas cores e aromas, ao ambiente jurássico.

A cada semestre surge uma nova pizza e um novo curso. Com massas preparadas com os mesmos ingredientes básicos: farinha, água e um pouco de fermento, para dobrar o volume. Nas mesmas instalações básicas, fornecem uma lousa e água da rua, sem análise de conformidade.

Com algumas cadeiras a mais nas salas, dobrando volumes, e aumentando a capacidade, 
promovem a mais-valia, que também é ensinada. Massas preparadas pelo mesmo cozinheiro e nas mesmas cozinhas. Pizzaiolos que giram e manobram as massas no ar.

Até que chegue o dia que o cliente tenha o direito de escolher os ingredientes e as disciplinas para construir seu curso, e confeccionar a própria pizza. Com direito a mexer na base, para ser mais, ou menos consistente. Mais fina ou mais grossa; alterando as bordas recheadas ou não. O controle do tempo de forno ou duração do curso. Para obter um produto final com mais. ou menos recheio ou cobertura. Mais ou menos, crocância e consistência. Al dente e ao ponto, no gosto do freguês.

O produto final depende de saberes e sabores agregados durante um preparo, ou degustação. Desde a qualidade dos ingredientes básicos ao serviço sobre a mesa dos alunos ou professores. Desde os conhecimentos básicos adquiridos ao que é oferecido sobre as mesas dos alunos e dos professores.

Detalhes que podem influenciar tempos de validade para consumo da pizza, ou a criação da necessidade de voltar aos bancos escolares. A qualidade dos cursos e dos serviços oferecidos podem provocar boas gestões e boas digestões; más gestões e indigestões.



Entre Natal e Parnamirim/RN ─  17/08/2014







Texto produzido para:
O Jornal de HOJE – Natal/RN

Publicado no Jornal de HOJE em 18/08/2014
Palavras Chaves: gestão; qualidade; conhecimento

Palabras Clave: gestión; la calidad; el conocimiento

Key Words: management; quality;  knowledge




CMEC/FUNCARTE
Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN




Roberto Cardoso



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

ARTIGOS PUBLICADOS - Listagem 6



ARTIGOS PUBLICADOS - Listagem 6


O QUE NÃO TEM REMÉDIO REMEDIADO ESTÁ (1) | 23 de junho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

O QUE NÃO TEM REMÉDIO REMEDIADO ESTÁ (2) | 30 de junho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

O QUE NÃO TEM REMÉDIO REMEDIADO ESTÁ (3) | 07 de julho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

JABUTIS EM ÁRVORES (1) | 14 de julho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

JABUTIS EM ÁRVORES (2) | 21 de julho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

JABUTIS EM ÁRVORES (3) | 28 de julho/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

JABUTIS EM ÁRVORES (4) | 4 de agosto/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN

JABUTIS EM ÁRVORES (5) | 11 de agosto/2014 | Jornal de Hoje | Natal/RN







PRÊMIO
DESTAQUES DO MERCADO - INFORMATICA 2013
Categoria Colunista em Informática




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terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais uma nova carta para um Mestre e Doutor (5ª carta)



Mais uma nova carta para um Mestre e Doutor (5ª carta)

Um título de Mestre ou Doutor representa um título conquistado. Uma legitimação de um conhecimento. Um reconhecimento, por mérito, ou por nobre conhecimento. Conhecimento este reconhecido e autenticado pela academia do conhecimento. Acatado por uma banca, que julgou a qualidade de um trabalho apresentado, depois de fatigante pesquisa. Outros podem adquirir um título por uma defesa de causa considerada nobre. Alguns ofertam e recebem títulos por um interesse político. Ações estratégicas de ter este ou aquele personagem participando de um grupo seleto, em objetivos futuros.

Embora estejamos vivendo um momento tecnológico, de troca de comunicações e informações mais intensas, os modelos anteriores de remessa e repasse de informações e documentos, não perderam suas validades; suas verdades e seus status. O mundo evolui e contribui para novos conhecimentos, e novos comportamentos. Sem esquecer modelos anteriores. Podem cair em desuso, mas continuam validos.

As velocidades das trocas de informações estão cada vez aumentando mais. Saímos dos blocos de argila e pedras entalhadas. No século passado saímos da caneta tinteiro, para maquina de escrever. Logo depois da maquina de escrever ao computador. Agora as informações estão na palma da mão, passando de uma para outra com auxílio dos dedos, literalmente. E se o computador e a impressora não funcionam podemos recorrer à caneta esferográfica. Inclusive mensagens em garrafas ou telegramas. Tudo depende de um fato e uma necessidade, a uma ou outra determinada situação.

E assim quando o modelo atual não responde e nem corresponde, não responde as nossas indagações. Recorre-se ao modelo burocrático do protocolo. Entende-se que o conceito moral e funcional vai fazer funcionar, o que não funciona em modelos atuais. E-mails se perdem e caem em caixas de spam. Haverá sempre uma desculpa para quem não quer se comprometer. 

Documentos se perdem também pelos caminhos burocráticos. Haverá sempre um subordinado para ser acusado de insubordinação, quando o responsável por atos e efeitos, não desejar se comprometer com um fato. Atos e fatos que lhe cause um efeito indesejado. Por vezes situações não calculadas ou esperadas.

Protocolam-se documentos que devem ser encaminhados pelo modelo burocrático no organograma empresarial. Documentos e correspondências são enviados protocolados, para ter a certeza que chegarão ao destinatário. Protocola-se por um setor exclusivo para protocolos, ou um profissional com função de secretaria ou recepção. Protocola-se com alguém em contato com o público, capaz de receber uma correspondência. Receber e protocolar, um funcionário que receba e protocole um documento formal.  Aquele que protocola, assina um documento confirmando o recebimento do documento original, que será encaminhando ao setor ou pessoa, expresso no destinatário. Entende-se, supõe-se, acredita-se, julga-se e espera-se que os referidos documentos entregues serão encaminhados a aqueles que não aparecem para um contato. Isolam-se evitando maiores contatos com um publico interessado cobrando suas ações. Infernam-se atarefados dentro de suas cavernas.

Não se obtendo resposta ao documento protocolado: desacredita-se na instituição e naqueles que a representam. Entende-se, acredita-se e julga-se a incompetência do sistema e das pessoas, que estão formando o sistema.

O assunto do momento é a qualidade. Qualidade de serviços e produtos. Nada mais justo que uma instituição com um curso de Gestão da Qualidade apresente seus parâmetros de qualidade. Apresente normas, modelos e ferramentas utilizados e ensinados em sala de aula. Na ausência destes documentos, cabe uma solicitação de apresentação. Tal como um cliente cobra a qualidade e a validade de um produto, um aluno (o cliente) pode cobrar a qualidade da instituição.

Há uma praxe em coordenações e direções de cursos universitários; que estas sejam posições ocupadas por mestres e doutores. E a estes mestres e doutores deve ser encaminhada uma carta de solicitação. 

Solicitar seus critérios e comprometimentos com a qualidade.









Entre Natal e Parnamirim/RN ─  29/07/2014







Texto produzido para:
Internet – Blogs e Sites


TEXTO DISPONÍVEL EM









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Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN

  
Roberto Cardoso

Jornalismo Científico
FAPERN-CNPq





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Categoria Colunista em Informática